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Seminário Zero Acidentes discute desafios de segurança do transporte rodoviário de cargas

05/09/2014

Zero Acidentes

Seminário Zero Acidentes

Zero Acidentes

Seminário Zero Acidentes

Zero Acidentes

Seminário Zero Acidentes

Anaelse Oliveira

Responsável pelo PVST

Solange Fusco

Diretora de Comunicação Corporativa do Grupo Volvo América Latina

É possível atingir zero acidentes envolvendo caminhões? E qual a imagem que a sociedade brasileira tem do transporte de cargas? Como valorizar o motorista e tornar a profissão mais atrativa? Estes questionamentos estão no centro dos debates do Seminário Volvo de Segurança Zero Acidentes, promovidos pelo Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST).

“Os desafios de segurança enfrentados pelo setor do transporte de cargas são muitos. Faltam motoristas profissionais no mercado e o número de acidentes envolvendo caminhões ainda é alto. A Volvo sempre empenhada em contribuir com a segurança nas estradas promove debates para buscar caminhos que contribuam para a redução de acidentes envolvendo caminhões no país, mas também discutir ações que contribuam para valorizar a imagem do setor e a profissão”, afirma Solange Fusco, diretora de Comunicação Corporativa da Volvo. 

O primeiro debate, realizado ontem em Curitiba, que reuniu entidades de classe e transportadores, apontou que, entre as soluções para melhorar a qualidade de vida do motorista e reduzir os acidentes está o cumprimento e fiscalização da Lei 12.619, que regulamenta a profissão e limita a jornada de trabalho; e treinamentos que contribuam para formação de novos motoristas e a qualificação comportamental e técnica dos profissionais que já atuam na área.

“A regulamentação da profissão é ponto importantíssimo para aumentar  a segurança rodoviária na medida em que, respeitando os limites de horas de direção, o motorista estará em melhores condições para dirigir com mais segurança e consequentemente evitar situações de riscos que podem resultar em acidentes. Mas, para isso, é necessário que haja fiscalização para que a lei seja cumprida”, declara Luiz Carlos Podzwato, diretor executivo do Setcepar (Sindicato das empresas do transporte de cargas do Paraná). “Precisamos encontrar formas de atrair pessoas para este mercado, para que possamos cumprir os prazos de entrega”, ao informar que só no Estado do Paraná já estão trabalhando 50 colombianos como motoristas.

O treinamento dos motoristas, com foco em comportamento seguro, também foi destacado como um ponto que contribui para a redução dos acidentes nas rodovias. “Nos nossos treinamentos trabalhamos os valores pessoais como a família e a profissão, para que o motorista se sinta mais valorizado”, conta Emerson Abib Miranda, instrutor de treinamento da Steelllog Logistica. De acordo com ele, que se tornou instrutor depois de passar pelo TransFormar, realizado pela Volvo, depois que a empresa implementou o treinamento com foco no comportamento e na valorização do motorista, a velocidade média dos caminhões da frota baixou e o número de acidentes é praticamente zero.

Durante o seminário também foi apresentada a ISO 39.001, norma internacional de gestão de segurança de tráfego. “Esta ISO pode ser um instrumento de auxílio dentro das empresas, pois é uma ferramenta que ajuda a definir ações e medir resultados que aumentem a segurança no transporte de cargas”, diz Anaelse Oliveira, coordenadora do Programa Volvo de Segurança no Trânsito.

Próximos debates

O PVST realiza mais três Seminários Zero Acidentes este ano. Em Porto Alegre, no dia 07 de outubro; em Itajaí, no dia 16 de outubro; e em Belo Horizonte em novembro.

Os seminários têm como objetivo engajar os transportadores e entidades do setor na visão Zero Acidentes adotada recentemente pela Volvo no Brasil. O Zero Acidentes é a visão de segurança adotada pelo Grupo Volvo no mundo e tem como ideal de futuro zero acidentes envolvendo os seus veículos.

“Sabemos que a meta de zero acidentes envolvendo veículos Volvo é extremamente desafiadora, que pode parecer utopia, mas a realidade só é transformada com ousadia. Por isso precisamos somar esforços com toda a cadeia de negócios envolvida com transporte comercial”, explica Anaelse Oliveira.